Biopolítica, Escola e Resistência: infâncias para a formação de professores - Volume 1

Sylvio Gadelha e Lúcia Pulino

Os livros abordam seis tópicos, a saber: Tempos e espaços no aprender e ensinar; Educação é arte: cinema, rádio e música; Em torno da crise da educação; Infância e resistência; Notas sobre biopolítica, crítica e violência; e Conhecer, pesquisar, pensar. Trata-se de um esforço conjunto para problematizar, em nosso presente, forças que visam controlar e apequenar a Educação e forças que visam liberá-la e experimentá-la sob outros valores e perspectivas, que não os já cristalizados nesse campo.

1a edição
Agosto/2012
R$54,00
Preço de capa
978-85-7516-602-4
ISBN
248
Páginas
16 x 23 cm
Formato
Português
Idioma
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Exclusivo para Professores

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Sumário

Prefácio

Apresentação

PARTE 1 – Biopolítica e Educação: temas transversais

Capítulo 01
A Terra da Luz é Negra: racismo e metamorfoses identitárias em Fortaleza
Bernadete Beserra

Capítulo 02
Considerações sobre o Estado de Exceção, o Homo Sacer e a Biopolítica em Giorgio Agamben
Hildemar Luiz Rech

Capítulo 03
Soberania versus Estado: crítica ao binômio poder-violência em Walter Benjamin
Raquel Célia Silva de Vasconcelos

Capítulo 04
Biopolítica: no que isso interessa aos educadores?
Sylvio Gadelha

Capítulo 05
Da Disciplina ao Controle, da Escola à Mídia: percursos da educação do corpo
Úrsula Lima Brugge

Capítulo 06
Meio Ambiente, Verdade e Governamentalidade
Paulo Rodrigues dos Santos

Capítulo 07
Diferença Ontológica, Pensamento Calculador e Biopolítica em Martin Heidegger
Homero Luís Alves de Lima

PARTE 2 – Escola Filosofante

Capítulo 08
Sócrates no Último Curso de Foucault
Walter Omar Kohan

Capítulo 09
O Capital e a Espiritualidade da Ciência Moderna
Marcelo Senna Guimarães

Capítulo 10
Paixão de Pensar: aprendizagem para vida
Fabiana Fernandes Ribeiro Martins

Capítulo 11
Caminhos do Filosofar na Escola: o que significa ser parte de um “projeto” de Filosofia na escola?
Beatriz Fabiana Olarieta

Capítulo 12
Do Acúmulo de Saberes à Experiência do Pensar
Marcelo Alexandre dos Santos

Capítulo 13
Música na Escola: do canto disciplinador à aula-experiência
Pablo de Vargas Guimarães

PARTE 3 – Infância, Escola e Formação de Professores

Capítulo 14
A Infância sob o Véu da Indústria Cultural: relações entre mídia, educação e sociedade
Danielle Regina do Amaral Cardoso

Capítulo 15
Resistência e Criação na Formação de Professores: ouvindo outras vozes
Lúcia Helena Pulino

Capítulo 16
Experiência Humana: infância e educação
Paula Ramos de Oliveira

Capítulo 17
Educação como Exercício de Resistência e Diversidade: reflexão sobre a formação de professores
Polianne Delmondez

Capítulo 18
Os Territórios da Infância e a Relação Creche-família
Ana Rosa P. Moreira, Flávia M. C. de Almeida e Vera M. R. de Vasconcellos

Capítulo 19
Formação Docente: a questão da atividade investigativa
Siomara Borba e Vera Teresa Valdemarin

Capítulo 20
Infância e Professores no Espaço da Brincadeira: possibilidade de formação
Regina Lucia Sucupira Pedroza

Sobre os Autores

Orelha

O presente livro constitui a primeira publicação coletiva das equipes associadas (UERJ, UFC, UNESP e UnB) do Projeto Biopolítica, Escola e Resistência: infâncias para a formação de professores (Procad-CAPES, n. 137/2007). Ele reúne os trabalhos apresentados por professores, bolsistas de graduação, mestrandos e doutorandos dessas quatro equipes, nas I e II Jornadas do referido Projeto, realizadas, respectivamente, em Brasília, em 13 e 14 de agosto de 2009, no Centro de excelência em Turismo, na Universidade de Brasília, e em Fortaleza, de 03 a 05 de junho de 2010, na FACED-UFC. 
O eixo articulador das três linhas de pesquisa do Projeto é a formação dos professores, um dos principais desafios do atual momento da educação no Brasil. A primeira linha (Subjetividade, biopolítica e resistência) estuda, por um lado, a constituição da subjetividade de professores e alunos em meio à governamentalidade neoliberal e à biopolítica que lhe é correlata; por outro, os espaços de resistência que professores
e alunos eventualmente podem vir a suscitar, em face da ação desses mecanismos de governo e assujeitamento.
A segunda linha (Escola filosofante), por sua vez, estuda a formação filosófica do professor, sua relação com os saberes escolares e o conhecimento sobre a escola, bem como as contribuições da crítica e criação filosóficas à experiência formativa do professor, na instituição escolar e fora dela. A terceira linha (Infância e educação da infância), enfim, concentra-se em práticas de formação de professores sensíveis à infância; esta tem, aqui, dois sentidos: um, mais literal, ligado à formação dos professores atuantes na educação infantil; outro, que vê na infância uma figura não cronológica, aiónica, concebendo-a como uma intensidade transformadora e criadora da experiência.
O leitor encontrará, distribuídos em três eixos temáticos (Biopolítica e Educação: temas transversais; Escola filosofante; Infância, Escola e Formação de Professores), capítulos que transitam, cada um a seu modo, entre temas transversais que se interconectam tanto à psicologia como à filosofia e à sociologia da educação. Trata-se de um esforço conjunto para problematizar, em nosso presente, forças que visam controlar e apequenar a educação e forças que visam liberá-la e experimentá-la sob outros valores e perspectivas, que não os já cristalizados nesse campo.

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