Fragilidade e Qualidade de Vida na Velhice

Anita Liberalesso Neri (org.)

Este livro é dedicado a estudantes de graduação e de pós-graduação, a políticos e a gestores de serviços públicos e privados de atenção à saúde do idoso, a profissionais da área social, a docentes, a pesquisadores e às próprias pessoas que envelhecem. Esses segmentos encontrarão, aqui, informações novas e relevantes sobre qualidade de vida e fragilidade na velhice, compreendidas como condições multidimensionais e inter-relacionadas. Numa visão otimista, elas deverão inspirar novas pesquisas e intervenções eficazes em benefício dos mais velhos.

Coleção Velhice & Sociedade
1a edição
Maio/2013
R$83,00
Preço de capa
978-85-7516-628-4
ISBN
394
Páginas
16 x 23 cm
Formato
Português
Idioma
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Sumário

Apresentação

Capítulo 1
Fragilidade e qualidade de vida na velhice
Anita Liberalesso Neri

Capítulo 2
Metodologia do Estudo Fibra Unicamp sobre fragilidade em idosos, em Belém, Parnaíba, Campina Grande, Poços de Caldas, Ermelino Matarazzo, Campinas e Ivoti
Anita Liberalesso Neri, Monica Sanches Yassuda, José Guilherme de Arruda Moura, Ludgleydson Fernandes de Araújo, Maria Eliane Catunda de Siqueira, Geraldine Alves dos Santos, Maria do Carmo Eulálio, Benedita Edina Cabral, Andréa Cristina Garofe Fortes-Burgos e Efigênia Passarelli Mantovani

Capítulo 3
Caracterização demográfica e socioeconômica dos idosos participantes do Estudo Fibra Unicamp
Anita Liberalesso Neri, Monica Sanches Yassuda, Maria Eliane Catunda de Siqueira, José Guilherme de Arruda Moura, Maria do Carmo Eulálio, Ludgleydson Fernandes de Araújo, Geraldine Alves dos Santos e Benedita Edina Cabral

Capítulo 4
Indicadores de fragilidade
André Fattori, Anita Liberalesso Neri, Mariana Reis Santimaria, Monica Sanches Yassuda e Maria Eliane Catunda de Siqueira

Capítulo 5
Cognição e fragilidade
Cláudia Monteiro Macuco, Monica Sanches Yassuda, Anita Liberalesso Neri e Geraldine Alves dos Santos

Capítulo 6
Pressão arterial e fragilidade
André Fattori, Mariana Reis Santimaria, Anita Liberalesso Neri, José Guilherme de Arruda Moura e Geraldine Alves dos Santos

Capítulo 7
Estado nutricional, risco para doenças cardiovasculares e fragilidade
Maria Elena Guariento, Maria Clara Moretto, Anita Liberalesso Neri e Ludgleydson Fernandes de Araújo

Capítulo 8
Doenças crônicas, sinais e sintomas, uso de medicamentos, distúrbios de sono e fragilidade
Maria Elena Guariento, Anita Liberalesso Neri, Alexandre Alves Pereira, Monalisa Fernanda Bocchi de Oliveira, Cristiane Serafim Stein e José Guilherme de Arruda Moura

Capítulo 9
Quedas, senso de autoeficácia para quedas e fragilidade
Anita Liberalesso Neri, Glaucia Regina Falsarella, Arlete Maria Valente Coimbra, Maria Eliane Catunda de Siqueira, Denise Mendonça de Melo, José Guilherme de Arruda Moura

Capítulo 10
Saúde bucal, condições funcionais para alimentação e fragilidade
Maria da Luz Rosario de Sousa, Stella Vidal de Souza Torres, Marília Jesus Batista, Danielle Akemi Neves e Lucia Figueiredo Mourão

Capítulo 11
Desempenho de atividades de vida diária e fragilidade
Luciana Helena Martins Ribeiro, Anita Liberalesso Neri, Juliana Martins Pinto, Glaucia Regina Falsarella, Giovana Spósito e Denise Cuoghi de Carvalho Veríssimo Freitas

Capítulo 12
Acesso e uso de serviços de saúde e fragilidade
Maria Elena Guariento, Anita Liberalesso Neri, Glaucia Regina Falsarella, Stella Vidal de Souza Torres, Talita Cristina Barbosa Rezende, Maria Claudia Moura Borges e Maria Eliane Catunda de Siqueira

Capítulo 13
Avaliação subjetiva de saúde e fragilidade
Anita Liberalesso Neri, Flávia Silva Arbex Borim, Marilisa Berti de Azevedo Barros, Monica Sanches Yassuda e Maria do Carmo Eulálio

Capítulo 14
Relações entre atividades sociais, físicas, de lazer passivo e de repouso diurno e fragilidade
Anita Liberalesso Neri, Luciana Helena Martins Ribeiro, Taiguara Bertelli Costa, Juliana Martins Pinto, Efigênia Passarelli Mantovani e Alexandre Alves Pereira

Capítulo 15
Arranjos domiciliares, suporte social, expectativa de cuidado e fragilidade
Samila Sathler Tavares Batistoni, Anita Liberalesso Neri, Mônica Regina Scandiuzzi Valente Tomomitsu, Ligiane Antonieta Martins Vieira, Déborah Oliveira, Benedita Edina Cabral e Ludgleydson Fernandes de Araújo

Capítulo 16
Sintomas depressivos e fragilidade
Samila Sathler Tavares Batistoni, Anita Liberalesso Neri, Glória Teixeira Nicolosi, Lais de Oliveira Lopes, Hilma Tôrres Khoury, Maria do Carmo Eulálio e Benedita Edina Cabral

Capítulo 17
Eventos de vida, estratégias de enfrentamento e fragilidade: dados de Parnaíba e Ivoti
Anita Liberalesso Neri, Andrea Cristina Garofe Fortes-Burgos, Arlete Portella Fontes, Geraldine Alves dos Santos e Ludgleydson Fernandes de Araújo

Capítulo 18
Bem-estar indicado por satisfação, afetos positivos e negativos e senso de ajustamento psicológico
Anita Liberalesso Neri, Maria do Carmo Eulálio e Benedita Edina Cabral

Capítulo 19
O que os idosos entendem por velhice saudável e por ser feliz na velhice?
Anita Liberalesso Neri, Flávia Silva Arbex Borim, Luciana Helena Martins Ribeiro, Doris Firmino Rabelo, Denise Mendonça de Melo, Juliana Martins Pinto, Mariana Reis Santimaria, Roberta Barros de Held, Ana Beatriz Bortolansa Pacagnella e Lais de Oliveira Lopes

Capítulo 20
Resumo e conclusões: O que aprendemos sobre fragilidade em idosos brasileiros, a partir do Estudo Fibra – polo Unicamp
Anita Liberalesso Neri, Monica Sanches Yassuda, José Guilherme de Arruda Moura, Maria do Carmo Eulálio, Benedita Edina Cabral, Ludgleydson Fernandes de Araújo, Maria Eliane Catunda de Siqueira e Geraldine Alves dos Santos

Orelha

O Estudo Fibra (Fragilidade em Idosos Brasileiros) foi planejado para descrever condições socioeconômicas, de saúde, cognição, capacidade funcional, sintomas depressivos e bem-estar subjetivo associadas à fragilidade em idosos brasileiros de 65 anos e mais. Este livro veicula dados coletados e analisados por pesquisadores da Unicamp e outras instituições que se associaram aos esforços de pesquisa em Belém-PA, Parnaíba-PI, Campina Grande-PB, Poços de Caldas-MG, Subdistrito de Ermelino Matarazzo em São Paulo-SP, Campinas-SP e Ivoti-RS.
O dado mais importante observado pelos pesquisadores é que os idosos que vivem em contextos socioeconômicos e em situação de maior vulnerabilidade social tiveram, e têm, maior probabilidade de viver mais eventos de vida negativos, mais situações cotidianas estressantes e mais incontrolabilidade do que os que vivem em contextos socioeconômicos e em situação individual e familiar de menor vulnerabilidade social. Essas experiências potencializam os efeitos da fragilidade e de suas associações com doenças, depressão, incapacidade, déficit cognitivo, fadiga, desnutrição, inatividade e baixa resistência a estressores internos e externos. Felizmente, a interação entre recursos pessoais e sociais pode favorecer a qualidade de vida na velhice, mesmo na presença das perdas e dos riscos associados ao envelhecimento. As instituições públicas e privadas de saúde, serviços sociais e educação devem atentar para as iniquidades socioeconômicas presentes na vida da maioria dos idosos, que influenciam suas condições de saúde física e psicológica, sociabilidade e acesso aos serviços de saúde. É importante zelar para que os idosos saudáveis, ou em situação intermediária entre a boa saúde e a fragilidade, não transitem para a condição de fragilidade. É fundamental cuidar dos frágeis e ajudar a família a fazê-lo para que eles tenham uma sobrevida mais digna. São necessárias ações descentralizadas, econômicas, justas, criativas e éticas de cuidado dirigidas a idosos, bem como investimentos na formação de recursos humanos eficazes para lhes oferecer atenção integral de boa qualidade.
Este livro é dedicado a estudantes de graduação e de pós-graduação, a políticos e a gestores de serviços públicos e privados de atenção à saúde do idoso, a profissionais da área social, a docentes, a pesquisadores e às próprias pessoas que envelhecem. Esses segmentos encontrarão, aqui, informações novas e relevantes sobre qualidade de vida e fragilidade na velhice, compreendidas como condições multidimensionais e inter-relacionadas. Numa visão otimista, elas deverão inspirar novas pesquisas e intervenções eficazes em benefício dos mais velhos.

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