ISBN: 978-85-7516-166-1
Editora: Alínea
Autor: Wilson Cano, Carlos A. Brandão, Cláudio S. Maciel e Fernando C. Macedo (orgs.)
Edição: 1
Ano: 2007
Páginas: 574
Formato: 21 x 27 cm
Idioma: Português
Este livro analisa as principais transformações econômicas, demográficas e sociais da economia de São Paulo, entre 1980 e 2005, e de suas quinze Regiões Administrativas (RA), estudando seus efeitos sobre a produção, finanças públicas, indicadores sociais, mercado de trabalho, além de abordar as privatizações e o suporte estadual à C&T. Resulta de pesquisa recente – sendo, hoje, o mais atualizado trabalho sobre a economia paulista – executada pelo Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico do Instituto de Economia da UNICAMP, atualizando estudos similares que cobriram o período de 1920 a 1980, também realizados pelo CEDE, e dando continuidade a eles.
O livro também mostra como a Região Metropolitana de São Paulo perdeu participação industrial para o interior, ao mesmo tempo em que diversificou ainda mais seu terciário, ampliando a oferta de serviços modernos, mais sofisticados e de maior complexidade, tornando-se, de fato, uma metrópole de caráter internacional.
Cidades maiores do interior fortaleceram suas posições na rede urbana paulista e brasileira a partir da diversificação de serviços e maior integração econômica. No entanto, o crescimento do interior produziu problemas típicos dos espaços metropolitanos subdesenvolvidos: periferização, segregação, pobreza e violência, que se agravaram com o ajuste fiscal conservador e com o avanço das políticas neoliberais no Estado de São Paulo, que reduziram o financiamento de gastos sociais, notadamente os direcionados ao atendimento das demandas urbanas crescentes.
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Entrar para comprarISBN: 978-85-7516-166-1
Editora: Alínea
Autor: Wilson Cano, Carlos A. Brandão, Cláudio S. Maciel e Fernando C. Macedo (orgs.)
Edição: 1
Ano: 2007
Páginas: 574
Formato: 21 x 27 cm
Idioma: Português
Apresentação
Capítulo 1
Brasil e Estado de São Paulo: transformações recentes da economia
Wilson Cano
Capítulo 2
Demografia e Urbanização
Carlos Antonio Brandão e Fernando Cezar de Macedo
1. Estado de São Paulo
Urbanização e rede urbana
A questão da metropolização paulista
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Referências
Anexos
Capítulo 3
Agropecuária Paulista: transformações do período de 1969-1971 a 2002-2004
José Sidnei Gonçalves, Sueli Alves Moreira Souza, José Alberto Angelo e Paulo José Coelho
1. Estado de São Paulo
Introdução
Fastígio e crise do modelo econômico e reflexos na agropecuária paulista no período de 1969-1971 a 1999-2001
Mudanças na economia e impactos na agropecuária paulista no período de 1995-1997 a 2002-2004
Conclusão sobre a evolução estadual
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo de 1995-1997 a 2002-2004
Referências
Anexo
Capítulo 4
A Indústria de Transformação - 1989-2003
Wilson Cano, Carlos Antonio Brandão, Cláudio Schüller Maciel e Fernando Cezar de Macedo
1. Estado de São Paulo
A indústria de transformação de São Paulo: desempenho recente
A desconcentração espacial da indústria paulista
Principais mudanças na estrutura produtiva
Comércio exterior do Estado de São Paulo
A participação das RAS do estado na produção industrial
Aglomerações industriais em São Paulo
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Referências
Capítulo 5
O Setor Terciário
Elmer Nascimento Matos, Hipólita Siqueira, Carlos A. Brandão, Darcilene Cláudio Gomes e Ricardo Azevedo Silva
1. Estado de São Paulo
O setor terciário e o desenvolvimento econômico paulista
Estrutura do setor terciário paulista: uma análise a partir do conceito de renda gerada
Estrutura ocupacional do setor terciário
O setor terciário paulista e os rendimentos do trabalho
É São Paulo uma "cidade global"?
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Referências
Sites consultados
Capítulo 6
Emprego, Renda e Principais Questões Sociais
Marcio Pochmann
1. Estado de São Paulo
Comportamento geral do mercado de trabalho paulista
Principais transformações no mercado de trabalho
Evolução quantitativa e qualitativa do emprego formal
Dinâmica dos rendimentos dos ocupados
Principais questões sociais no Estado de São Paulo
A geografia da exclusão social no Estado de São Paulo
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Comportamento do mercado de trabalho e das principais questões sociais por região administrativa
Geografia da exclusão social por região administrativa no Estado de São Paulo
Capítulo 7
As Finanças Públicas dos Municípios Paulistas: 1980 a 2003
Gustavo Zimermann
1. Estado de São Paulo
Introdução
Principais destaques dos orçamentos
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Notas
Capítulo 8
Finanças Públicas Estaduais - 1980 a 2004
Carlos E. G. Cavalcanti, Luis Fernando Novais e Mario Roque Bonini
Introdução
Avaliação da execução orçamentária do Estado de São Paulo
Análise dos principais itens da despesa orçamentária
Sumário executivo
Anexo
Capítulo 9
Infra-estrutura e Privatizações
Carlos E. G. Cavalcanti, Luis Fernando Novais e Mario Roque Bonini
1. Estado de São Paulo
Introdução
A privatização e o PED
Parcerias público-privadas (PPP): nova etapa para o desenvolvimento da infra-estrutura
Análise dos setores de infra-estrutura do Estado de São Paulo
Distribuição de energia elétrica
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Anexo
Capítulo 10
Ciência e Tecnologia (C&T)
Giovana Carolina de Resende Pinto
1. Estado de São Paulo
Cenário da C&T no Brasil
Cenário de C&T no Estado de São Paulo
Conclusões
2. Regiões administrativas do Estado de São Paulo
Referências
Sobre os Autores
Este livro analisa as principais transformações econômicas, demográficas e sociais da economia de São Paulo, entre 1980 e 2005, e de suas quinze Regiões Administrativas (RA), estudando seus efeitos sobre a produção, finanças públicas, indicadores sociais, mercado de trabalho, além de abordar as privatizações e o suporte estadual à C&T. Resulta de pesquisa recente — sendo, hoje, o mais atualizado trabalho sobre a economia paulista executada pelo Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico do Instituto de Economia da UNICAMP, atualizando estudos similares que cobriram o período de 1920 a 1980, também realizados pelo CEDE, e dando continuidade a eles.
O primeiro capítulo analisa a evolução e as principais transformações macroeconômicas do Brasil e de São Paulo no período, enfatizando as mudanças decorrentes da maior internacionalização da economia, avanço do neoliberalismo, reestruturação produtiva e da política econômica conservadora, especialmente a partir da década de 1990.
Ainda que o país tenha crescido a taxas medíocres, algumas mudanças substantivas ocorreram no padrão de ocupação do território, criando alternativas de crescimento fora de São Paulo, cabendo destacar: avanço da fronteira agrícola para o Centro-oeste e Norte, intensificação da mineração no Norte, em especial, a do petróleo no Rio de Janeiro e Nordeste, maior dinamismo industrial fora do Sudeste, crescimento das cidades médias a ritmos maiores que os das metrópoles e mudanças nos padrões das migrações inter-regionais.
Os outros capítulos específicos mostram que, ainda que São Paulo tenha perdido participação na economia brasileira, continua sendo seu centro dinâmico, com a mais moderna e diversificada estrutura produtiva, aliada a uma infraestrutura que o coloca em posição de destaque nas definições de novas estratégias para retomada de crescimento.
No período analisado, as transformações na economia paulista foram intensas tanto na agropecuária quanto na indústria que, aliás, foi a mais atingida pelos estragos causados pela abertura comercial neoliberal. Porém, São Paulo ainda detém cerca de 1/3 do PIB, 1/4 da agricultura e mais de 40% da indústria de transformação nacionais.
O menor crescimento, ao mesmo tempo em que a população aumentava — acima da média nacional, e se convertia no maior receptor de migrantes nacionais não-paulistas reduziu o nível relativo de sua renda per capita que passou de 75% acima da média nacional para acima.
O livro também mostra como a Região Metropolitana de São Paulo perdeu participação industrial para o interior, ao mesmo tempo em que diversificou ainda mais seu terciário, ampliando a oferta de serviços modernos, mais sofisticados e de maior complexidade, tornando-se, de fato, uma metrópole de caráter internacional.
Cidades maiores do interior fortaleceram suas posições na rede urbana paulista e brasileira a partir da diversificação de serviços e maior integração econômica. No entanto, o crescimento do interior produziu problemas típicos dos espaços metropolitanos subdesenvolvidos: periferização, segregação, pobreza e violência; que se agravaram com o ajuste fiscal conservador e com o avanço das políticas neoliberais no Estado de São Paulo, que reduziram o financiamento de gastos sociais, notadamente os direcionados ao atendimento das demandas urbanas crescentes.
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