A Mente de Nietzsche

Marcelo Caixeta e Nildo Viana
A Mente de Nietzsche é um estudo sobre sua família, infância, vida afetiva, relacional, seu funcionamento cerebral, seu momento histórico-sociológico, seu entourage, e não visa explicar reducionisticamente nem seu gênio, nem uma eventual maldade, nem uma eventual perversão/perversidade. A genialidade filosófico-artística de Nietzsche é incontestável e não é o objetivo deste estudo vinculá-la, simplisticamente, a nenhuma patologia, mas sim, correlacioná-la, equitativamente, aos diferentes fatores num conjunto ponderado e facilitado para o leitor. Utilizamos, para isso, como material de pesquisa, não só suas obras filosóficas, mas, também, diversos estudos biográficos e mesmo documentos clínico-hospitalares disponíveis para pesquisa.
1a edição
Agosto/2011
R$42,00
Preço de capa
978-85-7670-171-2
ISBN
172
Páginas
14 x 21 cm
Formato
Português
Idioma
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Sumário

Nietzsche, a Irracionalidade da Filosofia: uma visão geral de sua obra

A Obra de Nietzsche e seus Momentos

Cronologia Biográfica Comentada

A Mente de Nietzsche e a Filosofia

Relação Entre a Personalidade e a Obra

Sobre “O Bigode de Nietzsche”

Equívocos da Mente de Nietzsche?

O “Dentro e o Fora” na Criação de Nietzsche

Nietzsche ‘Poeta’?

Nietzsche e a Fraqueza

A ‘Fisiologia’ da Mente de Nietzsche

A Psicodinâmica de Nietzsche

A Psiquiatria de Nietzsche

Biologia e a Psicologia de Nietzsche Podem Explicar suas Preocupações Morais?

Nietzsche e o Mal

Nietzsche Contra Cristo

Nietzsche: filósofo ou psicólogo?

Nietzsche e a Tragédia

A Sexualidade de Nietzsche e as Relações com sua Filosofia

Crítica e Autocrítica: um problema da psicologia de Nietzsche

Nietzsche e o Autoengano Moral

Nietzsche e os Outros Filósofos da Moral

Nietzsche como Defensor da Escravidão: um paradoxo moral?

Considerações Finais

Referências

Orelha

Um filósofo e um psiquiatra unem esforços para compreender a mente de Nietzsche em seus aspectos histórico-sócio-familiares e a eventual influência de sua psicologia - e problemas neurológicos - em sua obra.

As preocupações morais foram uma constante numa das mentes mais lúcidas do século XIX.

Mas seria tão sadia assim uma personalidade adepta do escravagismo, do antissemitismo, do despotismo político, das perversões sexuais “à la ménage à trois” e do incesto? Teriam suas reflexões ético-religiosas raízes puramente filosóficas ou veladamente ancoradas nos próprios dilemas personalístico-morais? O “narcisismo maligno”, demonstrado na fenomenal obra Ecce Homo, é apenas uma genial derivação poético-escatológica de uma alma superior ferida de vil desprezo mundano ou já eram os sintomas de uma doença cerebral que se anunciava num horizonte sombrio? E de que doença se tratava afinal? Neurossífilis, leucoencefalopatia tipo Biswanger, sequela psicótico-demencial de ictus apopleticus repetidos, bipolaridade complicada por uma doença aterosclerótica? 

A genialidade filosófico-artística de Nietzsche é incontestável; não é o objetivo deste estudo vinculá-la, simplisticamente, a nenhuma pato-logia. Nosso estudo sobre sua família, infância, vida afetiva, relacional, seu funcionamento cerebral, seu momento histórico-sociológico, seu entourage, nada disso visa explicar re-ducionisticamente nem seu gênio, nem uma eventual maldade, nem uma eventual perversão/perversidade. O objetivo é tentar correlacionar equitativamente os diferentes fatores num conjunto ponderado e facilitado para o leitor(a). Para isso, como material de pesquisa, utilizamo-nos não só de suas obras filosóficas, mas, também, de diversos estudos biográficos e mesmo de documentos clínico-hospitalares disponíveis para pesquisa.

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