Relações Internacionais e Atores Subnacionais: região metropolitana de Campinas

Armando Gallo Yahn Filho

Esta obra tem como objetivo demonstrar como a inserção internacional de uma cidade ou região metropolitana não se faz somente por meio de uma paradiplomacia, mas, também, através de uma governança multinível, que extrapola os limites do território nacional, com a participação de atores públicos e privados, nacionais e estrangeiros.

1a edição
Agosto/2013
R$42,00
Preço de capa
978-85-7516-649-9
ISBN
206
Páginas
14 x 21 cm
Formato
Português
Idioma
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Sumário

Prefácio

Introdução

Capítulo 1
Análise Teórico-conceitual da Participação dos Atores Subnacionais nas Relações Internacionais
Interdependência Complexa, Neorrealismo e novos atores nas relações internacionais
Globalização: fortalecimento ou fim do Estado-nação?
O mito da desterritorialização e a tese da reterritorialização
Globalização e governos subnacionais
Integração regional e governos subnacionais

Capítulo 2
Governança Multinível, Paradiplomacia e a Inserção Internacional de Cidades e Regiões
Democracia cosmopolita e redes globais
O perfil de uma cidade internacional
A cidade global
O exemplo de inserção internacional de cidades brasileiras

Capítulo 3
A Região Metropolitana de Campinas como Área de Interdependência e Complementaridade Econômica
O perfil socioeconômico da Região Metropolitana de Campinas

Capítulo 4
A Inserção Internacional da Região Metropolitana de Campinas
Ciência e tecnologia
Infraestrutura
Investimentos estrangeiros
Comércio exterior
Paradiplomacia municipal de Campinas, Região Metropolitana e política externa brasileira

Conclusão

Lista de Abreviaturas e Siglas

Referências

Anexos

Orelha

O processo de globalização, que se intensificou a partir dos anos 90, mudou a dinâmica das relações internacionais. Apesar da importância que os Estados nacionais sempre mantiveram no sistema internacional, outros atores também começaram a ganhar espaço, conformando uma rede de interdependência complexa que não reconhece as fronteiras nacionais. E, considerando que os fenômenos do mundo globalizado são percebidos primeiramente no âmbito local, os atores subnacionais passaram a assumir uma importância cada vez maior na busca de soluções para problemas globais e na ampliação de suas vantagens competitivas.
No entanto, nem a teoria localista – segundo a qual os governos subnacionais têm total autonomia na busca de seu desenvolvimento –, nem a teoria globalista – que prega o desaparecimento dos Estados e a construção de uma sociedade global sem fronteiras – é capaz de explicar a inserção internacional das cidades e regiões metropolitanas. Ao considerarmos, de forma conjunta, a teoria do reescalonamento do Estado e a teoria da governança multinível, podemos ex-plicar, de forma mais consistente, a inserção internacional de uma cidade ou região.
Assim, esta obra tem como objetivo demonstrar como a inserção internacional de uma cidade ou região metropolitana não se faz somente por meio de uma paradiplomacia, mas, também, através de uma governança multinível, que extrapola os limites do território nacional, com a participação de atores públicos e privados, nacionais e estrangeiros.

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