O Resgate da Fala Autêntica na Psicoterapia e na Educação

Mauro Martins Amatuzzi

Conceituar a psicoterapia de uma forma útil para a sua prática implica uma visão fenomenológica da fala e da interlocução. O contexto da fala autêntica é o diálogo. É nele que a fala se desdobra em múltiplos significados para a pessoa e na sua expressão. Tal processo leva a transformações no sujeito e cria as condições de um desenvolvimento saudável da personalidade.

1a edição
Janeiro/2016
R$46,00
Preço de capa
978-85-7516-746-5
ISBN
204
Páginas
16 x 23 cm
Formato
Português
Idioma
Abrir na LibriLaboris
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Sumário

Prefácio

Introdução

Capítulo I
A Fala Original e as Expressões Segundas: Merleau-Ponty

Capítulo II
O Diálogo Genuíno e o Palavreado: Martin Buber

Capítulo III
Dizer Sua Palavra: Paulo Freire

Capítulo IV
A Autenticidade: Rogers

Capítulo V
A Expressão como Decisão

Capítulo VI
Decisão, Interpretação e Reciprocidade

Capítulo VII
Linguagem Direta, Presentificação e Poder

Capítulo VIII
O Resgate da Fala Autêntica na Prática

Considerações Finais

Referências

Orelha

Conceituar a psicoterapia de uma forma útil para a sua prática implica uma visão fenomenológica da fala e da interlocução. O contexto da fala autêntica é o diálogo. É nele que a fala se desdobra em múltiplos significados para a pessoa e na sua expressão. Tal processo leva a transformações no sujeito e cria as condições de um desenvolvimento saudável da personalidade.
Essa fala, verdadeira, autêntica, inteira, só se concretiza, portanto, de forma plena quando é dirigida ao outro, realmente ou virtualmente, na lida com o mundo. Muitas de nossas falas não chegam a cumprir essa plenitude de sentidos, ficam no banal, no cotidiano, no repetitivo, não abrem a pessoa para o novo. Então, aquilo que deveria ser a mola propulsora de uma transformação pessoal acaba se reduzindo a uma função de manutenção do que já era, mesmo quando essa situação possa ser a principal responsável por uma vida estagnada e sufocada.
No trabalho de ampliar os caminhos para que se criem condições de fazer emergir a autenticidade da palavra em nossa interação com pacientes e estudantes, este livro propõe-se a dizer o que é a fala na maior plenitude de seu sentido e, para isso, toma como interlocutores Merleau-Ponty, Martin Buber, Paulo Freire e Carl Rogers. Do diálogo com os textos desses autores, resulta a ideia de que o processo terapêutico pode ser concebido como um gradual resgate da fala autêntica na vida da pessoa e, por extensão, a educação pode ser entendida como uma promoção desse expressar-se genuinamente no contexto concreto e comunitário onde a pessoa tece sua existência.