A Escola como Cultura: experiência, memória e arqueologia

Agustín Escolano Benito

A Escola como Cultura: experiência, memória e arqueologia A Escola como Cultura: experiência, memória e arqueologia

Sinopse

Vale a pena recordar a dupla acusação que, frequentemente, dirigimos à escola. Umas vezes, dizemos que está sempre tudo a mudar – reformas e mais reformas, novas leis, novos programas, novas orientações. Outras, que nada muda, que a escola continua sempre na mesma, há vários séculos.
Agustín Escolano Benito explica bem esta aparente contradição. A escola faz parte de uma cultura, de uma sociedade, e, nesse sentido, vive numa pressão de mudança e renovação. Mas a escola é também uma instituição, com uma cultura própria, isto é, com uma determinada forma, gramática ou modelo, que tende a perpetuar-se.
A partir desta tensão, o autor apresenta-nos uma reflexão notável sobre a escola como cultura, um ensaio de grande liberdade e inteligência, uma das obras mais brilhantes escritas no campo da história da educação.

António Nóvoa

Sumário

Prefácio
Diana Vidal

Traduzir Agustín Escolano: notas das tradutoras
Heloísa Helena Pimenta Rocha e Vera Lucia Gaspar da Silva

Introdução: a escola como cultura

Capítulo 1
Aprender pela Experiência
O retorno da experiência
Vida e fenomenologia das salas de aula
Confissões de um professor
A atividade na escola renovada
Cultura efetiva e história
Viagem às lembranças e à ficção
A ritualização da experiência
Culturas escolares em interação

Capítulo 2
A Práxis Escolar como Cultura
A práxis como cultura
As três culturas da escola
Professores “ignorantes”, mestres de ofício
Cultura popular e pedagogia vernácula
A “caixa-preta” da escola
Do tato à phrónesis
Experiência e hermenêutica
Etno-história da escola

Capítulo 3
A Escola como Memória
Memória da escola e identidade narrativa
A escola nas lembranças
Os conteúdos da memória
Padrões da cultura escolar
Relato e memória terapêutica
Hermeneutizar a memória

Capítulo 4
Arqueologia da Escola
O olhar arqueológico sobre a escola
Materialidades com memória
Primeira imersão: a infância recuperada
Segunda imersão: escola palimpsesto
Terceira imersão: o legado de outra cultura
Quarta imersão: vestígios no lixo
Arqueologia e memória: uma nova subjetividade

Coda: cultura da escola, educação patrimonial e cidadania

Referência Bibliográfica

BENITO, Agustín Escolano. A Escola como Cultura: experiência, memória e arqueologia. Campinas: Alínea, 2017.